quarta-feira, 21 de setembro de 2016

ASFIXIA ESPIRITUAL...


Pr. Raul Marques

A asfixia é a insuficiência ou ausência de oxigenação. É a interrupção respiratória. É a retirada do fôlego. É a vida se esvaindo. Quando nos falta o essencial à vida podemos dizer que estamos mergulhados na asfixia; estamos sendo sufocados pela ausência de conteúdos vitais. Infelizmente, tem sido muito comum encontrar pessoas asfixiadas existencialmente. Viver e vencer não têm sido uma tarefa fácil no mundo moderno, sobretudo porque somos influenciados pelos modismos, pela cultura capitalista, pela patologia do consumismo, pela religiosidade utilitária que barganha pela “fé” os “favores” de Deus.
Assim como as empresas têm que dar lucros cada vez maiores, as pessoas são guiadas cada vez mais para o desejo de ser o que não são; possuir o que não precisam e a gastar o que não têm. Não nos amamos mais; apenas nos usamos mais. As famílias se tornaram tão somente um agrupamento de pessoas onde cada um vive o “seu mundo” particular, completamente indiferente aos sonhos e aspirações do outro, como se dele de nada dependesse. O estímulo à competição profissional chegou a um nível tão exacerbado que as pessoas não se vêem mais como pessoas, e sim, como coisas. O mais dramático em todo esse quadro é a contaminação do coração e da alma do homem afrontando a Deus. Dói profundamente no coração do criador a derrocada de toda a sua criação. Estamos vivendo a era da asfixia espiritual.
“O que é o materialismo, senão o estado do homem que se afastou de Deus; (...) ele passa unicamente a preocupar-se com os seus interesses terrestres”. Jean-Paul Sartre. Esta é a dinâmica da vida humana atualmente. Esta realidade catastrófica atingiu todas as etnias, todos os povos, línguas, tribos e nações. Por este fato interessa-nos afirmar que o Senhor não é um Deus nacional, mas universal, pois Ele “amou o mundo de tal maneira que deu o Filho unigênito para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).
A humanidade sente falta da oxigenação de uma fé madura, alimentada não pelas ideologias ou filosofias dos homens, mas pela força inconteste de toda palavra que sai da boca de Deus. Quando deixamos os preceitos de Deus estamos abdicando do sopro de vida. Quando permitimos que a nossa mente seja comandada pelos ditames deste mundo, automaticamente estamos iniciando o doloroso processo de asfixia espiritual, que redundará na morte da nossa alegria e na perda completa do nosso entusiasmo para com a vida.
Tenho conhecido jovens asfixiados com a vida que levam, perdidos em sonhos malfadados; desiludidos pelas fantasias das paixões; famílias inteiras que se arrastam numa sobrevida insignificante, trancadas nas conveniências sociais que, enfim, lhes fecharam a torneira da respiração. Tenho visto pessoas cuja fé nada opera, cuja esperança nada traz, cuja alegria pereceu; gente asfixiada por uma religiosidade decadente, sem propósitos para viver e vencer. Tenho encontrado pessoas sufocadas pelas decisões impensadas; marcadas por mágoas e ressentimentos vividos com quem lhes dizia amar.
Tenho absoluta certeza que Jesus também pensava nesse tempo quando disse: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” João 16:33; Ele sabia que nos faltaria o ar nestes dias tão difíceis. O ar que necessitamos para a oxigenação da nossa vida não vem de baixo; ele vem do alto. Se quisermos de volta o sopro de Deus em nossas narinas devemos começar a fazer o que Jesus nos ensinou: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas". (Mt 6:33). A oxigenação da família é a oração cotidiana; a oxigenação da juventude é a verdadeira adoração; a oxigenação de todos os homens é o retorno ao primeiro amor!

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

PARA QUE O MUNDO CREIA...
Pr. Raul Marques
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Um dos questionamentos mais inquietantes que vemos estampado na Bíblia é formulado por um fariseu: "Quem é o meu próximo?" (Lucas 10.25-37). A pergunta ainda ecoa nas cordilheiras da nossa mente hoje em dia... Com o mais perverso capitalismo reinante, é cada vez mais real o distanciamento entre as pessoas em função da luta impiedosa de cada indivíduo na preservação do "seu" espaço pessoal. Nós aprendemos a usar tragicamente o discurso possessivo: "a minha casa", "o meu carro", "o meu dinheiro", e aí também transferimos para o universo espiritual: "a minha Igreja", "o meu Deus", "os meus irmãos", etc. Esta é a política do homem, não a de Deus! É profundamente reveladora a expressão de Tiago em sua Epístola: "Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redarguidos pela lei como transgressores" (Tiago 2.9). Vivemos num país cuja mídia se alimenta da criação de ícones, chavões, ídolos e heróis caricatos, de onde se originam as divisões da nação em castas, grupos, classes, ou qualquer outro nome que se queira dar. Por exemplo: há bem pouco tempo fomos chamados de "a maior nação católica do mundo". Recentemente viraram esta página, e agora chamam-nos de "a segunda maior nação evangélica do mundo". O Brasil já é considerado também o maior país espírita do mundo, com números que chegariam a 30 milhões de seguidores e simpatizantes. O sincretismo religioso ou a indiferença religiosa são partes de uma mesma moeda cujo valor, no caso brasileiro, tem se configurado na criação dos guetos, dos partidos, das facções e denominações as mais diversas, sem, contudo, revelar qualquer unidade na diversidade. Conquanto falemos tanto no Sagrado, nos revelamos, na prática, cada vez mais distantes dele.

Somos uma nação plural nas etnias, mas não temos a noção exata disso. Somos uma nação alegre feita por gente infeliz... As religiões parecem não materializar as promessas feitas pelos seus seguidores, uma vez que, sendo ao mesmo tempo tão religiosos, buscamos não o bem de todos, mas o dos nossos blocos comunitários, quanto possível. Karl Marx, considerado um clássico da Sociologia, tem uma visão sobre a religião, sem, contudo, descartar a sua importância, "A religião é o suspiro da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, assim como é o espírito de uma situação sem espiritualidade, ela é o ópio do povo". A Bíblia, no entanto, vaticina sobre este fato da seguinte maneira: "A religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isento da corrupção do mundo" (Tiago 1.27). Pensando que fazemos bem vivendo separados de tudo e de todos como pretexto de uma prática salutar da religiosidade, contradizemos todo o ensino de Jesus Cristo, que viveu profundamente envolvido com as pessoas, acolhendo-as com amor incondicional e libertando-as dos grilhões do ego, da soberba espiritual e, sobretudo, da acepção de pessoas. Em João 17.15, está escrito: "Pai, não peço que os retires do mundo, mas livra-os do mal!". Esta expressão de Jesus revela o seu desejo de que vivamos no mundo das pessoas e não no mundo das ilações religiosas. Devemos viver e conviver com todas as pessoas que pudermos, de modo que aquilo que recebemos de Deus seja compartilhado com elas; sejam bens materiais, sejam bênçãos espirituais. Nunca é demais lembrar daquilo que nos ensinou o apóstolo João: "Se alguém afirma "Eu amo a Deus", mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê" I João 4.20. Além disso, devemos relembrar outra passagem igualmente pertinente: "Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes" (Efésios 6:12). Finalmente, não podemos esquecer que foi o próprio Jesus, fundador e mantenedor da igreja, quem intercedeu a Deus por nós desta maneira: "Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste" (João 17:21). O mundo só crerá que Deus é realmente amor, se nós vivenciarmos essa experiência de amor incondicional, conscientes de que "ser cristão não é um degrau que se sobe nem um chamado a mandar, mas, um degrau que se desce e um chamado a servir".

sábado, 27 de agosto de 2016

               POR QUE SOMOS TÃO                                                                                                          PRETENSIOSOS?

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Pr. Raul Marques

Em Mateus 20, encontramos um caso bem específico e bem exemplar sobre as nossas pretensões humanas relativas àqueles assuntos mais agudos sobre a fé, sobretudo, quando nos reconhecemos “donos” de Deus; isto é, Ele é “nosso” Deus e, portanto, haverá de sempre reconhecer as nossas ambições pessoais.

“A mãe de Tiago e João não foi uma mãe diferente de mim e de você. Para ela, Tiago e João eram: 1) os melhores filhos do mundo; 2) aqueles que mais amavam o Senhor; 3) os que agiam com mais fidelidade. E, por estas e por tantas outras boas características que eles possuíam, ela tinha em seu coração uma reivindicação a ser feita ao Senhor”. O relato que encontramos em Mateus 20.20-28 enquadra criticamente os presunçosos, os que são demasiadamente narcisistas e se acham sempre mais bonitos e mais merecedores dos favores divinos que os demais mortais.

Podemos perceber que, também no nosso dia a dia, as nossas pretensões tendem a ser sempre em favor do nosso ego, quer seja nas visões positivas ou negativas. Se positivas, requeremos para nós o merecimento das melhores situações da vida; dos favores exclusivos de Deus e da atenção de todo o restante da sociedade. Se negativas, apontamos os nossos sofrimentos como os mais dignos de amparo e diligências; que as nossas angústias são mais dramáticas, de modo que ninguém se ocupe de nada mais além de nós.

Há pessoas que se consideram as mais belas ou as mais inteligentes que todas as demais. Há pessoas que se vêem através de lentes de aumento e outras, no entanto, necessitam de lupa para notarem sua pequenez. Por que, afinal, temos em nós esta desequilibrada postura? Por que será que nos vemos como verdadeiros elefantes e todo o restante como meras formiguinhas? Por que será que temos os nossos valores sempre mais elevados que os dos demais? Por que será que tratamos os defeitos alheios como jamais existentes em nós? Por que, na maioria das vezes, somos juízes implacáveis das condutas de outrem e, conosco, tão maternais? Por que julgamos merecer as melhores posições, os melhores lugares, as maiores chances, o perdão e a benevolência de todos, a despeito das credenciais alheias?

Pois bem, a mãe de Tiago e João, não obstante as muitas mães presentes nas multidões que acompanhavam o Mestre Jesus, não se conteve na pretensão de expressar a política protecionista e pretensiosa de todos os humanos: “Dize que estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu reino” Mateus 20:21. Jesus, porém, respondendo, disse: “Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu hei de beber, e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado? Dizem-lhe eles: Podemos. E diz-lhes ele: Na verdade bebereis o meu cálice e sereis batizados com o batismo com que eu sou batizado, mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence dá-lo, mas é para aqueles para quem meu Pai o tem preparado. E, quando os dez ouviram isto, indignaram-se contra os dois irmãos. Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” Mateus 20:22-28. Dá-me sabedoria, Senhor, para jamais pretender, exclusivamente para mim, aquilo que deve ser dividido com todos...    

quarta-feira, 27 de julho de 2016

                                           SAL E LUZ, NA MEDIDA CERTA!

Pr. Raul Marques

               
                 “Cortar o sal da dieta não faz tanto bem para o coração como sempre foi dito pelos médicos. De acordo com novo estudo, uma dieta com pouco sal, de fato, reduz a pressão sanguínea, mas aumenta os níveis de colesterol, gorduras e hormônios no sangue, além do risco de doenças cardíacas”. Li esta notícia recentemente em um Site que trata de saúde e logo me transpus para a relação que isto tem com o pensamento de Jesus Cristo, relativamente aos seus seguidores. Ele disse: “Vocês são o sal da terra... vocês são a Luz do mundo... assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus” Mateus 5.13,14,16.
                       Cresci ouvindo um provérbio popular que afirma: “Tudo demais é veneno!”. Quando Jesus fez a Sua afirmativa, o fez na expectativa de que os seus discípulos fossem transformados na “medida certa”; que eles tivessem o tempero e o brilho exatos; sem exageros, e assim, fossem seguidos como um diferencial – um referencial seria a melhor expressão! Assim como sal e luz em excesso fazem mal ao paladar e à visão, do mesmo modo os seus discípulos seriam um mal para o mundo, se se pusessem em demasiado grau, ao ponto de se mostrarem radicais e, portanto, fundamentalistas, no mais extremo conceito do termo, estragando a experiência com Deus pela carência ou pela demasia...
                 Ser cristão é uma questão de justo encaixe, isto é, nem tanto e nem tão pouco; apenas exato. Temos visto muitos excessos na vivência cristã que têm se constituído em verdadeiras muralhas erguidas diante de muitos que gostariam de ver o que existe “do outro lado da ponte”, mas são impedidos de ver... São pessoas que pensam estar manifestando tanta luz que chegam a ofuscar a visão dos que gostariam de ver além da ribalta, mas só enxergam a escuridade... Uns exageram tanto na salinidade, que estragam o sabor de tudo...
                   Ele disse também: “Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto par ser jogado fora e pisado pelos homens. Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém ascende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha” (Mateus 5.13-14). O sal só serve se for na medida certa. A luz só faz bem se se mostrar compatível com os nossos olhos. Ela precisa ser vista e o sal precisa ser provado, de tal modo que produza o bem estar nos homens. 
Afinal de contas, ninguém foi mais sal e luz que o próprio Jesus, no entanto, Ele sempre atraiu o mundo para Si, como até hoje o faz; sem excessos ou radicalismos. Jesus é a nossa “medida certa”: o pão que nos alimenta e a água que mata a nossa sede. Ele é a “brilhante Estrela da Manhã”, que tão perfeitamente aponta para que cada um encontre nEle, “o caminho, e a verdade, e a vida”. 

terça-feira, 5 de julho de 2016

Por que as pessoas se afastam de Jesus?

Pr. Raul Marques

Há mais de dois mil anos, quando foi escrita a Carta aos Hebreus, já se debatia a entrada e o abandono dos crentes na Casa de Deus, com a mesma naturalidade e sob os pretextos mais diversificados que se possa pensar para os dias de hoje. Tanto é verdade que houve naquela Carta uma recomendação específica a este respeito: “Não deixemos de congregar-nos, como é o costume de alguns; antes, façamos admoestações, e tanto mais quando vedes que o dia se aproxima.” (Hebreus 10.24, 25). Mas, essa história não começou aí. Já na época de Jesus, mais especificamente quando Ele ressuscitou, houve um fato relevante sobre o abandono repentino da fé e do bom convívio dos irmãos, sob o pretexto da frustração com Deus.
No Evangelho de Lucas, capítulo 24 e versículos 13 a 53, encontramos dois homens desenganados com a fé em Jesus Cristo, abandonando a cidade santa de Jerusalém na direção de uma comunidade chamada Emaús, completamente desiludidos em suas expectativas religiosas. Creio que esse texto nos servirá perfeitamente para ilustrar os objetivos desta nossa reflexão.
Não é difícil encontrar pelas cidades pessoas que tiveram experiências com Jesus por algum tempo e que, de repente, desistiram desta caminhada por motivos os mais banais, deixando o convívio da igreja, abandonando o trabalho do Reino, colocando de largo irmãos à quem dizia amar, e vivendo uma vida de completa insignificância espiritual. Esse grupo de pessoas pode ser chamado de “discípulos de Emaús”, pois tem características muito semelhantes àqueles dois homens lembrados por Lucas. É possível abandonar a igreja por não ver milagres acontecendo como solicitados. Os homens de Emaús estavam frustrados porque, para eles, o milagre da ressurreição não havia ocorrido; a cegueira espiritual não lhes deixava ver. É possível saber de pessoas que abandonaram a igreja porque os seus problemas pessoais não se acabaram. Os homens de Emaús também estavam ressentidos porque esperavam que Jesus redimisse Israel politicamente, mas esse não era o propósito do Senhor. Muitos deixam o convívio da igreja por serem praticantes da 
maledicência e das fofocas de última hora. Os homens de Emaús também eram assim. Eles inquiriram de Jesus: “E Ele lhes disse: que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós, e porque andais tristes? E respondendo um, cujo nome era Cléopas, disse: És tu só peregrino em Jerusalém, e não sabes as coisas que nela tem ocorrido nesses dias?”. Muitos também largam de vez a igreja por não conhecerem nada das Escrituras. Os homens de Emaús eram exatamente assim. Por isso Jesus lhes apareceu e caminhou com eles para trazer-lhes à memória tudo aquilo que eles deviam saber e não sabiam; tudo o que deveriam praticar e não praticavam, e por isso estavam tão frustrados: “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras”. Os homens de Emaús só conseguiram abrir os olhos espirituais depois de voltarem à comunhão com o Senhor, com Ele à mesa, partindo o pão. Que Deus tenha misericórdia de todos nós!