EU TENHO MEDO...
sexta-feira, 5 de maio de 2023
terça-feira, 20 de dezembro de 2022
O ANO TERMINA, OS
SONHOS CONTINUAM!

Chegamos na fase final de mais um ano! É mais do que normal que façamos um balanço ou retrospectiva de tudo quanto vivenciamos e, certamente, fazendo projeções para os dias que virão. Não há nada de anormal nisso. Não há nenhum pecado ou desobediência a Deus quando fazemos as nossas reflexões quanto ao passado, presente e futuro, sobretudo quando o fazemos para a glória dEle, que nos tem permitido chegar até aqui.
Mais um ciclo está se fechando; é a
vida! Quanto daquilo que sonhamos foi possível realizar? Quanta coisa projetada
sequer foi iniciada? Quanto prometemos a nós mesmos e, inclusive, a Deus e nada
fizemos ou deixamos inacabado? Quantas perdas tivemos! Quantas amizades novas
foram conquistadas! Quantos amigos (?) sequer se despediram? Quantos obstáculos
ultrapassamos? Quantos desertos atravessamos? Quantos embates tivemos? Quantas
más notícias recebemos? Do mesmo modo, quantas notícias nos deixaram encantados
e profundamente agradecidos? Quantos nos deixaram para trás? Ah, eles não eram
nossos... Quantas decepções, quantas desilusões, quantos mal entendidos, quanta
desfaçatez, quantas dissimulações... Mas, jamais poderemos nos esquecer de
quantas alegrias tivemos, quantos foram “amigos mais chegados que irmãos”? Quantas
conquistas! Quantas vitórias que, sequer, supúnhamos? Quantos livramentos!
Quantas respostas às nossas orações! Quantas curas! Quantas bênçãos foram
compartilhadas!
O ano está chegando ao seu final, mas,
ao mesmo tempo, outro está prestes a ser iniciado! O Senhor prometeu derramar
do Seu Espírito “sobre todos os povos”. Devemos viver e crer em tudo o que Ele
nos prometeu! Se assim procedermos seremos bem sucedidos em tudo o que
empreendermos, ainda que aqui e ali sejamos alvejados pelas circunstâncias,
porém, vivendo conforme a máxima do apóstolo Paulo: “De todos os lados somos pressionados, mas não
desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas
não abandonados; abatidos, mas não destruídos” (2 Coríntios 4:8-9 NVI), jamais ficaremos reféns de
um calendário ao concluir ou iniciar um novo ano.
A promessa do Senhor é a de que “Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os
velhos terão sonhos, os jovens terão visões” (Joel 2:28) e isto é tudo o que precisamos para
continuarmos a nossa caminhada até que o próprio Senhor nos recolha para Si
mesmo na pátria celestial, o que já será, sem dúvida, o maior e mais almejado
de todos os galardões que receberão todos os que crerem no Seu Filho como único
e suficiente Salvador! Obrigado, Pai, pelo ano de se vai; obrigado, Senhor, por
outro que será iniciado!
segunda-feira, 11 de julho de 2022
A IGREJA CULTURAL
Pr. Raul Marques
“No Pacto de Lausanne lemos: A cultura precisa ser sempre
testada e julgada pelas Escrituras. Assim é porque a cultura é produto da
sociedade humana, ao passo que as Escrituras são produto da revelação divina.
Ora, Jesus foi enfático ao afirmar que a Palavra de Deus deve ter primazia
sobre as tradições humanas (Mc 7:8,9,13). Não que toda cultura seja má. A cultura é ambígua, porque o
homem é ambíguo. O homem tanto é nobre (porque feito à imagem e à semelhança de
Deus) como ignóbil (porque decaído e pecador)”.
A cultura não é ruim ou boa por si mesma; ela simplesmente existe e é mutante. Ela é o resultado dos hábitos, regras morais, arte, língua, trajes, formas de pensar, enfim, de tudo o que está norteando o modus vivendi das sociedades. A Bíblia, por exemplo, é um conjunto de livros escritos num período correspondente a mais ou menos 1.500 anos, num contexto das mais variadas culturas: cultura nômade (Abraão), cultura egípcia (José), cultura judaica tribal (Josué), cultura judaica monárquica (Davi), cultura babilônica (Daniel), cultura Persa (Ester), cultura grega e romana (Paulo), etc.
Não duvide da capacidade de manipulação dos meios culturais, dos meios de comunicação, mesmo os mais atentos têm que tomar cuidado com as estratégias de distração impostas. “Em países com alto índice de ignorância (o Brasil ficou em sexto no índice de ignorância mundial) com baixo nível cultural, a melhor maneira de manipular a massa é através dos meios de comunicação, com programas vazios e jornais sensacionalistas direcionados a interesses próprios”.
Foi necessária esta rápida introdução para que fossemos direto ao ponto da nossa reflexão sobre os significados da expressão que cunhamos: A IGREJA CULTURAL. Estamos, pois, vivendo tempos bem complexos, difusos e ambíguos sobre os conceitos díspares de igreja (ecclesia) na Bíblia, e o ajuntamento de pessoas com expressões religiosas (communitas), no mundo.
A igreja bíblica não é uma Instituição, não é uma Organização burocrática e consumista; é, isto sim, um organismo, uma comunidade de pessoas livres que expressam a sua devoção a Deus, que compartilham suas experiências mantendo minimamente uma liturgia que seja derivada da comunhão, da partilha e da relevância do que transcende às expectativas do tempo presente. Com o tempo e a influência das culturas, no entanto, ela foi sendo transformada numa Instituição humana, impregnada de conceitos mercadológicos, influenciada pela tecnologia e rigorosamente entregue às normas e métodos de crescimento e multiplicação, pois, afinal de contas, as conexões com os céus são apenas um aspecto secundário, o primário é a sua existência e performance. A aferição sobre a sua relevância agora é a capacidade de destaque social; é habilidade intelectual dos líderes; é a destacada configuração estética e arquitetônica dos templos, que no mais das vezes tornam-se espaços para shows, espetáculos, glamour, afinal de contas o que conta mesmo é a multidão concentrada (ou confinada) nos seus arraiais.
As culturas da música, da moda, da neurolinguística, do marketing, do coach, enfim, das mais diversas atividades sociais, chegaram e invadiram as igrejas sem qualquer pudor! A igreja não está sendo o sal da terra e luz do mundo; o mundo açucarou a igreja e ofereceu-lhe claridade artificial, infelizmente! Por estes motivos é que estamos vivendo o tempo na IGREJA CULTURAL! As músicas, por exemplo, não são criadas para a glória de Deus, mas para serem sucesso! Os pregadores são profissionais da fala e, portanto, viajam mundo afora pregando o mesmo sermão em diversos lugares, do mesmo modo que um ator verbaliza um texto para diversas plateias e é ovacionado!
Assim como os pequenos mercados e mercearias foram engolidos pelos supermercados e pequenas lojas pelos shopping centers, também as pequenas congregações foram transformadas em mega igrejas... A política mercadológica alcançou a igreja! É tudo muito lamentável, porém, o que nos consola, conforta e reveste de esperança, é o que vaticinou Jesus fitando os olhos de Pedro: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela...” Mateus 16:18. Que o Senhor tenha misericórdia de todos nós!
terça-feira, 7 de junho de 2022
MANICÔMIOS...
H |
A mente e o coração da humanidade estão enfermos. A nossa espantosa forma de viver hoje me fez lembrar um episódio temerário que eu e minha esposa experimentamos em um dos edifícios mais altos do Rio de Janeiro, quando ficamos trancados por alguns infinitos minutos dentro de elevador onde estavam, mais ou menos, umas 15 pessoas. De repente houve uma interrupção de energia elétrica e a máquina parou entre dois andares: o vigésimo primeiro e o vigésimo segundo. Passados alguns poucos minutos, as pessoas começaram a olhar umas para as outras com espanto e estranheza. Ninguém queria ficar perto de ninguém porque parecia que cada um tomava para si o oxigênio do outro... A coisa foi ficando dramática até que, de repente alguém do Corpo de Bombeiros gritou para que ficássemos tranquilos pois eles estavam providenciando a nossa descida mecanicamente pela brecha que abririam entre um e outro andar. Vejo muita semelhança deste fato com a nossa maneira moderna (?) de viver. Ninguém visualiza o coletivo antes do particular. Estamos juntos, porém, estranhamente distantes. A árvore que dá sombra e que dá frutos agora tem dono. Dizemos viver em sociedade, mas o que importa mesmo é “cada um no seu quadrado”, mesmo que nada façamos para que todos tenham o “seu quadrado”.
sexta-feira, 13 de maio de 2022

É incrível como tudo o quanto Deus fez é perfeito! Nada, absolutamente nada, está fora de mutualidade de interação, integração e cooperação. Tudo foi criado com um objetivo muito específico, e por este motivo existe, dentro de uma deliberada interdependência, para que uma parte seja a completude da outra parte, e assim sucessivamente... Vejamos, por exemplo, a imensa semelhança entre a vida individual dos seres humanos e as estações do ano com toda a sua riqueza de conteúdo e circunstância. “Todo mundo já sabe que durante o ano ocorrem quatro estações: Primavera, verão, outono e inverno. As estações do ano acontecem por causa da inclinação da terra em relação ao sol. O movimento do nosso planeta em torno do sol dura um ano. Esse movimento recebe o nome de translação e a sua principal conseqüência é a mudança das estações do ano. Se a Terra não se inclinasse em seu eixo, não existiriam as estações. Cada dia teria 12 horas de luz e 12 horas de escuridão. E como o eixo do planeta terra forma um ângulo com seu plano orbital, existe o verão e o inverno, dias longos e dias curtos. Durante o Verão, os dias amanhecem mais cedo e as noites chegam mais tarde. Ao longo dos três meses desta estação, o sol se volta lentamente para a direção norte e os raios solares diminuem sua inclinação. No início do Outono, os dias e as noites têm a mesma duração: 12 horas. Isso é porque a posição do sol está exatamente na linha do Equador. Porém, o sol, vai continuar se distanciando aparentemente para norte. A partir daí, os raios solares atingem o mínimo de inclinação no início do Inverno, e, ao contrário do Verão, os dias serão mais curtos e as noites mais longas. Então, o Sol vai começar a se deslocar na direção sul. Começando então a Primavera e os dias e as noites terão a mesma duração. Portanto, as estações do ano e a inclinação dos raios solares variam com a mudança da posição da Terra em relação ao Sol. Quando o Pólo Norte se inclina em direção ao Sol, o hemisfério Norte se aquece ao calor do verão. Seis meses mais tarde, a Terra percorreu metade de sua órbita. Agora o Pólo Sul fica em ângulo na posição do Sol. É verão na Austrália e faz frio na América do Norte”. A vida humana também existe em ciclos: na primavera existencial a vida é cheia de flores; os dias não são tão quentes e nem muito frios; há uma enorme manifestação de amor, de produção e de reprodução; no verão, no entanto, um período mais quente é mais comum a busca por lugares frescos, pelos ribeiros de água. Há uma explosão de alegria e nós tendemos a ser mais receptivos; o outono vem com as folhas caindo no chão da nossa existência: são os sonhos que se desfizeram... No inverno, tudo parece muito mais frio; as chuvas são freqüentes e há muita rajada de trovão e relâmpago; nós tendemos à reclusão nesta fase...
Em que período você está agora? Qual a estação existencial que você vive agora? Não importa qual delas venha a ser, o importante mesmo é saber se também em você os ciclos existem porque sua vida gira em torno de Jesus, o sol da justiça; e se esse movimento recebe o nome de adoração, as estações vão e vêm, as mudanças surgem e desaparecem, mas o principal permanece: o amor – cheio de muita esperança e fé – pois este, segundo a Bíblia, jamais acaba!


